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22 de Janeiro de 2021

Qual é o valor da consulta com o advogado?

Vinicius Queiroz, Advogado
Publicado por Vinicius Queiroz
há 3 meses

A motivação para escrever este breve artigo surgiu do atendimento a casos reais e ganhou corpo na necessidade de auxiliar o leigo na obtenção de informações úteis. O texto segue com pequenas adaptações para poder ganhar publicidade e ser mais bem compreendido.

Um indivíduo procurou o escritório para saber o que poderia ser feito diante de um procedimento sobre comunicação falsa de crime, pois havia sido intimado para comparecer à audiência nos juizados especiais criminais. O art. 340 do Código Penal trata como delito a referida conduta. Em resumo, este sujeito informou que teria registrado boletim de ocorrência de um furto inexistente, no caso, o furto de veículo financiado em seu nome, mas que estaria nas mãos de um terceiro desconhecido, em razão de um negócio mal feito. Certamente, se este indivíduo tivesse consultado um bom advogado, não teria realizado o péssimo negócio e tampouco comunicado falsamente o crime de furto.

Já no segundo exemplo, a pessoa buscou orientação em causa referente à Lei Maria da Penha. Tratava-se de uma mulher querendo ajudar o seu atual companheiro, que estaria se submetendo ao cumprimento de medida protetiva por ela requerida; além de estar sendo investigado pelo suposto cometimento de crime de lesões corporais. A vítima estava arrependida da “denúncia” que havia realizado. Todavia, esta mesma mulher, antes de buscar orientação jurídica de um profissional, já teria voltado à Delegacia de Polícia e prestado nova declaração no sentido de que teria mentido a respeito das lesões corporais anteriormente noticiadas e que originaram um inquérito policial em desfavor de seu companheiro. Em suma, por conta desta conduta, a referida mulher passou a ser investigada pelo crime de denunciação caluniosa, conforme redação do art. 339 do Código Penal.

Nas duas situações, as pessoas tiveram problemas com o sistema de justiça criminal, não como vítimas, mas sim como noticiadas e/ou acusadas. Em outras palavras, experimentaram dores que poderiam ser evitadas e pagaram um “preço” alto pela ausência de orientação técnica.

É preciso perceber que a ausência de consulta também tem um custo a ser pago. Como advogado, cada vez mais eu valorizo a orientação dos profissionais de outras áreas.

Caro leitor (a), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por meio de suas seccionais, pública tabela de honorários advocatícios com valores de referência. As tabelas são acessíveis a todos. Porém, este artigo não tratou de qualquer cifra, abordou a importância de o leigo não se “automedicar” no campo jurídico.

Aqueles que entenderam a relevância da devida orientação jurídica, já sabem que o preço da consulta com o advogado pode custar bem menos que o risco de enfrentar um processo criminal em razão da “automedicação” jurídica.

Diante disso tudo, qual seria o valor da consulta do advogado?

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7 Comentários

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Perfeito. continuar lendo

Parabéns Dr. Vinícius, um tema que tem que ser amplamente divulgado, tanto para a pessoa leiga, como também aos profissionais do Direito. continuar lendo

Muito importante divulgarmos a necessidade de valorização da atividade advocatícia. Obrigado continuar lendo

Excelente artigo. Parabéns!
A consulta ao advogado tem valor inestimável, em certas situações. continuar lendo

Excelente artigo. Parabéns. Os bons profissionais devem ser valorizados. Ouso imaginar que pelo menos uma dessas pessoas teve algum tipo de orientação, ou no escritório do Dr Google ou de algum "especialista" na área. continuar lendo

Obrigado. Forte abraço! continuar lendo